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Advogado e Doutor em Direito Público.

ARTIGO

As armas do PT

Preposto da vez de Lula da Silva, Fernando Haddad completa, nesta terça-feira, 18, uma semana como candidato oficial do PT à Presidência da República. Ele cumprirá agenda em Santa Catarina, com compromissos em Florianópolis e Itajaí. A partir de hoje, faltarão somente 19 dias para o primeiro turno de 7 de outubro.

O petista cresceu de maneira substancial nas mais recentes pesquisas nacionais, demonstrando claramente a transferência de votos do ex-presidente para ele.

A escolha de Santa Catarina também é emblemático para Décio Lima. A vinda do presidenciável sinaliza que a direção nacional do PT acredita na chegada do ex-prefeito de Blumenau ao segundo turno aqui no Estado.

A agenda petista em Santa Catarina e o fato de o MDB ter entrado na Justiça Eleitoral e conseguido liminar para proibir a divulgação de Pesquisa Vox Populi, contratada pelo PT nacional para todos os Estados, escancara a disputa pelo voto dos catarinenses mais à esquerda. Voto este que tradicionalmente foi disputado por MDB e PT.

Direcionamento 

O Judiciário aceitou a argumentação emedebista, dando conta de que a pesquisa, de alguma maneira, era direcionada para favorecer Décio Lima e contra Mauro Mariani, vinculando o emedebista ao impopularíssimo presidente Michel Temer.

Silêncio 

Evidentemente que isso é uma briga que interessa a Gelson Merisio. Enquanto Décio e Mauro se digladiam pelos mesmos votos, os emedebistas Eduardo Pinho Moreira, governador, e Dário Berger, senador, divulgaram um vídeo de apoio a Geraldo Alckmin, o presidenciável tucano, o que também pode ser favorável a Merisio. Ninguém da coligação e nem o próprio Merisio estão fazendo qualquer sinalização para a disputa nacional.

Votos preciosos 

 A estratégia de Merisio e aliados tem como objetivos os votos de segundo turno. Mauro Mariani também está em cima do muro, mas é pressionado pelo aliado PSDB e até por emedebistas de alto coturno (como Moreira e Berger) a respaldar Alckmin.

Troca-troca 

O silêncio, neste momento, é interessante para os candidatos a governador do PSD e também do MDB. Se Fernando Haddad for para o segundo turno e Décio Lima não chegar em Santa Catarina, o PT estadual vai cobrar o apoio. Só estará com o candidato a governador que abrir o palanque para Haddad. É uma forma de embretar. Merisio ou Mariani. Os dois, ressalte-se, estariam inclinados a apoiar Jair Bolsonaro. A conferir os desdobramentos.

Pausa para o café 

Uma cena inusitada ocorreu no fim da manhã de sábado em Joinville. Em plena tradicional praça Nereu Ramos, na região central do município, dois senadores tomaram um cafezinho para repor as energias após caminhadas que fizeram na cidade. O catarinense Paulo Bauer (PSDB), que busca a reeleição, e o paranaense Álvaro Dias (Podemos), que disputa a presidência, aproveitaram para falar das andanças que ambos têm feito e até lembraram dos tempos em que estavam no mesmo partido. Ex-tucano, Dias é adversário de Geraldo Alckmin, candidato do PSDB. Cortês com o amigo de Santa Catarina, não criou uma saia justa e evitou pedir o voto de Bauer.



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