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Advogado e Doutor em Direito Público.

ARTIGO

Está chegando a hora

Falta pouco para 7 de outubro, quando 147,3 milhões de brasileiros irão às urnas escolher seus representantes. Em Santa Catarina somos 5.070.212 eleitores, número que cresceu quase 5% desde a última eleição geral, em 2014. Cada um de nós precisa escolher um presidente, dois senadores, um deputado federal, um governador e um deputado estadual.

As pesquisas mostram que muita gente ainda não decidiu em quem votar, não sabe ou não quer escolher. Vivemos em uma democracia, e se eximir também é um direito. Mas certamente faz muito mais diferença quando damos nossa opinião, afinal, o sistema nos permite isso. Por que abrir mão? 

Além do nosso direito de escolha, temos um dos mais avançados sistemas de votação do mundo, modernizado pelo uso da biometria. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Santa Catarina é o estado mais avançado, com 63,4% dos catarinenses aptos a usar essa tecnologia que garante que, na hora do voto, o eleitor seja o mesmo que se habilitou no alistamento eleitoral. 

O mesmo TSE mostra também que que o eleitorado catarinense está mais escolarizado e que essa eleição está muito mais inclusiva. Os eleitores com nível superior são 12,68% neste ano, mais que o dobro que em 2014. Teremos também mais de seis mil pessoas trans que adotaram nome social votando em outubro próximo. E os portadores de deficiência serão 200% a mais dessa vez. Quase 20 mil pessoas com deficiência poderão comparecer às urnas, em sessões adaptadas a elas. 

Temos o direito, temos o acesso e a garantia da lisura do processo. Nossa tarefa é escolher bem. A política pode não resolver todos os nossos problemas. Mas ela pode aliviar as mazelas ou deixa-las piores. Não há um setor de nossas vidas que não seja afetado pela política: saúde, segurança, educação, desenvolvimento social e econômico. 

E mais uma vantagem que temos nessa próxima eleição geral é a informação. Basta querer para sabermos tudo sobre aqueles que lutam por cada voto nosso. Aplicativos que detectam corrupção, listas com os patrimônios dos candidatos, sites de checagem de fatos, páginas dos postulantes e a tradicional, mas muito importante, propaganda eleitoral gratuita. Desde a pesquisa até a escolha na urna, está literalmente nas nossas mãos. 

O momento está chegando. Se você ainda não parou para escolher, faça isso agora. Estar em dúvida é ótimo, pois instiga o interesse em saber mais. Converse com quem já sabe em quem vai votar, mas não faça dessa sua única forma de escolha. Entre aqueles que você simpatiza, quem tem as propostas mais condizentes com o que você busca? Ele ou ela mostram como conseguirão fazer o que se propõe? Não se deixe levar somente por pesquisas. 

Se você já escolheu e está convicto de que é o melhor para a coletividade, use sim seu poder de influência. Converse, diga porque vota nesse ou naquele. Isso é fazer boa política. Não perca tempo e energia denegrindo a imagem daquele que não merece seu voto. Faça uma abordagem construtiva, elencando os motivos da sua escolha. 

Só não dá para ficar em cima do muro, a hora é agora. Mesmo que você esteja descrente, desperte sua cidadania. Ao menos temos o sagrado direito de escolha. Como dizia Aristóteles, "a esperança é o sonho do homem acordado".


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