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Jornalista de Política.

OPINIÃO

Comin pede o boné

Conforme o blog do Prisco antecipou no fim da tarde de quinta-feira, Valmir Comin, do PP, ficaria na Secretaria de Assistência Social do governo do Estado até um dia antes da renúncia de Raimundo Colombo. Seguindo, inclusive, deliberações partidárias neste sentido de PSD, PP e PSB, divulgadas durante a semana.

Mas ele resolveu pedir o boné na sexta-feira de manhã, marcando posição no dia da posse, de fato, de Eduardo Moreira como governador. O progressista resolveu sair diante de pressões e retaliações com as digitais do próprio Moreira.

Na interinidade dele, em janeiro, como comandante da nau catarina, o emedebista sustou um ato administrativo praticado por Comin. O secretário havia dado encaminhamento para a aquisição de alguns automóveis, negócio que foi barrado por Eduardo Moreira.

Ainda na quinta-feira, o próprio Comin e o vice-presidente da Alesc, Silvio Dreveck, foram pedir explicações a Raimundo Colombo. Antes de se iniciar o processo de transição que culminou com a festa do MDB ontem, o pessedista havia dado garantias de que o Colegiado teria autonomia nas decisões de domínio da cada pasta. Não foi o que ocorreu no caso Comin.

Dois fatos

O pedido de exoneração de Comin escancarou que Colombo já não tinha forças para reverter à canetada de Eduardo Moreira, que atingiu em cheio o eterno arqui-inimigo em Santa Catarina. O 16 de fevereiro de 2018 fica marcado na história política por dois fatos: a transferência de governo de Raimundo Colombo para Eduardo Moreira e o reavivamento da rivalidade PP-MDB, que andava meio amortecida na era colombiana.

Convivência

Esperidião Amin, Comin e Silvio Dreveck pelo PP; e Eduardo Moreira pelo MDB, recolocaram gasolina no histórico embate entre os dois partidos. Na Assembleia, contudo, a transferência de poder de Dreveck para o emedebista Aldo Schneider ocorreu na mais perfeita harmonia, assim como a convivência entre os dois em 2017!

PSD fora

Raimundo Colombo foi homenageado, na sexta-feira, diante de um CentroSul lotado. De emedebistas de todas as graduações. A festa maior, evidentemente, foi para Eduardo Moreira, que volta ao governo, de fato, depois de ter completado o primeiro mandato de Luiz Henrique, em 2006. Lá se vão 11 anos, um mês e alguns dias. Do PSD, apenas alguns gatos pingados na transferência de poder. Exceção feita a algumas lideranças, a ausência maciça do PSD é emblemática. Fica claro que os dois partidos caminham em direções opostas e estão cada vez mais distantes. Dificilmente renovarão a aliança governista com vistas à disputa eleitoral deste ano.

Detalhe

Valmir Comin é da mesma base eleitoral-regional de Pinho Moreira, e do mesmo reduto municipal, que é Criciúma, maior cidade do Sul do Estado. Além da guerra partidária, há o componente da rivalidade local e que fez ferver a política estadual de quinta para sexta-feira.

Será que vem?

A etapa Sul da caravana Lula Pelo Brasil será adiada para o dia 19 a 22 de março. Lula atendeu pedidos da "comunidade internacional", que acompanhará esta nova etapa da Caravana. Após percorrer todos os estados do Nordeste, além de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, dessa vez Lula vai ao Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. A caravana deve passar por pelo menos 14 cidades. É a terceira mudança de data para a passagem do ex-presidente pelo Estado. Começa a transparecer que ele pode não vir a Santa Catarina.



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