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Empresária e Gerente Administrativa da CDI Vision.

OPINIÃO

Demitido pelo comportamento

Folha do Oeste

Os itens mais avaliados pelos recrutadores na hora da contratação são a experiência e a formação. Mas detalhe, as demissões não são pelos mesmos motivos. A formação acadêmica e outras competências sempre foram consideradas importantes numa trajetória de sucesso, porém, atualmente, a personalidade também é determinante ou até mais determinante para o sucesso. Apenas não se falava muito disso, ou não se tinha noção do tamanho de sua importância em um bom desempenho profissional. Hoje é indiscutível que cuidar do próprio emprego vai muito além da sua experiência profissional. Indiferente de todas as suas experiências o que vale mesmo é seu comportamento dentro da organização, após a contratação. Por isso, é muito importante de ter comportamentos positivos na organização. Hoje já se sabe, através de vários estudos, que o diferencial de sucesso de muitos colaboradores, empreendedores, líderes está mais na sua personalidade do que no seu saber acadêmico. A verdade é que, de cada cinco demissões, três estão diretamente relacionadas ao comportamento do colaborador dentro da empresa, comportamentos pessoal, isso quer dizer que nada tem a ver com sua formação ou sua experiência. Portanto precisamos ficar atentos, tanto como colaboradores, como empregadores que muitas vezes não percebem que entre contratações e demissões erradas a empresa acaba tendo custos altos, não somente de rescisão, mas sim de produtividade. Quantas pessoas ou colegas que você conhece que tem conhecimento técnico/formação acadêmica mas que são péssimos profissionais? Muitas vezes não sabem lidar com suas emoções e reações do dia a dia, fazendo com que não se relacionem bem com os clientes ou com seus colegas, ou ambos. Por este e outros motivos muitas vezes são demitidos, pois não sabem lidar com seu emocional, o individualismo de cada colega, cobranças, metas ou com objetivos que a organização e o grupo tem. Conforme o escritor e psiquiatra Augusto Cury "Pessoas que erram na gestão das emoções ruminam perdas e frustrações, sofrem por antecipação ou pelo futuro, são perfeccionistas e detalhistas, têm uma necessidade neurótica de mudar as pessoas e dificuldade de se colocar no lugar dos outros." O comportamento humano é uma verdadeira caixa de surpresas e isso vale tanto para a vida pessoal quanto profissional. São várias situações do dia a dia que envolvem diversos sentimentos, reparo que são sentimentos muitas vezes fortes, entre raiva, desprezo, ódio e isso pode comprometer o desempenho da organização. Por isso, cada vez mais as empresas precisam buscar formas não só de desenvolver as competências técnicas, mas sim saber lidar com as situações rotineiras desses conflitos, fazendo com que a equipe entenda o lado comportamental de todos. O mais importante é cada um saber lidar com suas emoções dentro e fora da organização. Entender os verdadeiros motivos da demissão e atuar de forma preventiva para aumentar a produtividade e reduzir a rotatividade. Gosto muito de uma frase do Augusto Cury em que diz "Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência." A competência emocional, neste momento do mundo corporativo, é fundamental.



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