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Ministro do Turismo

ARTIGO

O hub do Grande Oeste

Quando nos primeiros dias de junho aterrissou o primeiro Boeing 737-800 com capacidade para 189 passageiros no aeroporto Serafim Bertaso - que até então só tinha recebido aeronaves com até 160 lugares - me veio a inspiração para este artigo e a lembrança das lições do professor Alcides Abreu, um dos "pensadores" de Santa Catarina, que visionariamente via o Oeste como um grande hub internacional, um complexo de conexões aeroportuária e rodoferroviária. Naquela época, os anos 60/70, o Oeste era uma região isolada e a ser desbravada ainda - sempre é bom lembrar que foi em 1917 que o então presidente do estado, Filipe Schmidt, emancipou a área hoje ocupada por 70 cidades, criando o município de Chapecó. Faz "apenas" 101 anos, mas foi nos últimos 25 que o Oeste se transformou no Grande Oeste.

A região criou um modelo de agroindústria baseado no cooperativismo que fez do estado um dos maiores produtores de carnes e aves do mundo. Assim, Chapecó e o Oeste se tornaram conhecidos ao redor do planeta e sem dúvida, hoje, é o lugar de SC mais conhecido internacionalmente pela qualidade do alimento que produz e pela Chapecoense, xodó das torcidas que assinam a hashtag #somostodoschape. 

Esse pujante modelo deu ao Grande Oeste uma grande capacidade econômica, porém não a ponto de torná-lo autossuficiente no que se refere a investimentos em infraestrutura e, em particular, para equipamentos de turismo. Com seu potencial de belezas naturais, turismo rural e águas termais, o Grande Oeste tem o insumo necessário para atrair visitantes de todo o mundo - mas precisa de investimentos, nacionais e estrangeiros, para desenvolver esse setor. 

Para isso, é preciso fazer um aprofundado planejamento e criar um portfólio integrado das cidades da região para buscar os investidores. No médio e longo prazo, o foco é a criação de um hub internacional - um complexo aeroportuário, rodoferroviário e hoteleiro que contemple cargas, logística, passageiros e turistas interessados em permanecer por alguns dias na região. Além do Serafim Bertaso, que agora terá seu terminal triplicado pelos governos federal e estadual, é urgente ampliar e regionalizar o Aeroporto Hélio Wassum, de São Miguel do Oeste. Sobre os gargalos históricos das BRs 282 e 163, na minha opinião só serão resolvidos quando houver investimentos privados.  

No curto prazo, é fundamental que municípios e empresas façam seus projetos turísticos com visão regionalizada para se habilitarem aos R$ 5 bilhões do Prodetur + Turismo, que depois de 30 anos conseguimos trazer para o Sul do país. Para isso, coloco à disposição a consultoria de projetos que criei no Ministério do Turismo, exatamente para ajudar a elaborar planos enquadrados nas exigências do BNDES. Para continuar grande, o Oeste deve desenvolver o turismo.  



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