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TEMPORAIS

Governo decreta calamidade pública por danos causados

Foto: Mauricio Vieira / Secom

O governador Carlos Moisés decretou estado de calamidade pública em Santa Catarina por conta dos estragos causados pela passagem de um ciclone extratropical entre terça-feira e quarta-feira, 30 junho e 1º de julho. O decreto será publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, dia 2. Ao menos 152 municípios catarinenses tiveram ocorrências em função das rajadas de vento, que ultrapassaram os 130 km/h. Até o momento, noves mortes foram confirmadas e há duas pessoas desaparecidas.

Durante a tarde desta quinta-feira, o governador Carlos Moisés e o chefe da Defesa Civil, João Batista Cordeiro Júnior, participaram de uma videoconferência com o Fórum Parlamentar Catarinense, a Fecam (Federação Catarinense dos Municípios) e representantes da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). Na ocasião, Carlos Moisés agradeceu à Alesc pelo repasse de R$ 30 milhões para ajudar na reconstrução e salientou que o decreto de calamidade busca dar celeridade ao processo de busca de recursos junto ao Governo Federal. 

"Precisamos encaminhar isso o mais brevemente possível para Brasília para que possamos ter um retorno por parte do Governo Federal. O objetivo do Governo do Estado, por meio da Defesa Civil, é que haja celeridade nas respostas. Agradecemos o empenho da bancada catarinense nesse momento e colocamos a estrutura do Estado à disposição", afirmou o governador. 

Além dos três senadores, também participaram da reunião do Fórum Parlamentar Catarinense deputados federais e mais de uma dezena de prefeitos. O chefe da Defesa Civil relatou aos parlamentares que os chefes dos executivos municipais têm entrado em contato para relatar os estragos em suas cidades. Segundo ele, neste primeiro momento, o Governo tem priorizado a assistência humanitária, com a distribuição de lonas. Também serão repassadas telhas e cestas básicas. Batista enfatizou ainda que a Defesa Civil está elaborando o plano de trabalho solicitado pela Alesc para a destinação dos R$ 30 milhões. O trabalho deve ser finalizado ainda nesta semana.

Em relação ao decreto de calamidade, Batista salientou que a ação foi necessária por conta da severidade do evento climático, que atingiu todas as regiões catarinenses. "A partir dessas informações, o Estado avaliou que era necessário decretar a calamidade pública. Isso vai gerar facilidades no recebimento de recursos da União, tanto para assistência humanitária quanto para reconstrução. Alguns municípios já decretaram situação de emergência e agora o Governo decreta a calamidade pública em todo o estado. Vamos pedir que as prefeituras continuem mandando os relatórios de danos para que consolidemos todas essas informações", disse João Batista. 

Na noite desta quinta-feira, está prevista a chegada em Santa Catarina do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves. Na sexta-feira, ele fará um sobrevoo de áreas afetadas pelo ciclone ao lado do chefe da Defesa Civil. Uma equipe de profissionais da Defesa Civil nacional acompanhará o secretário em sua agenda no estado. "Por orientação do presidente Bolsonaro, determinamos a ida do secretário e de técnicos da Defesa Civil Nacional para apoiar os trabalhos em Santa Catarina, o mais atingido por essa catástrofe causada pelo ciclone. O Governo Federal não poupará esforços para auxiliar a população do Sul do País nesse momento difícil", destacou o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. 

Em todo o Estado, 1,5 milhão de unidades consumidoras ficaram sem energia entre a tarde e a noite de terça-feira. Diversas estruturas foram danificadas, e as equipes de diversos órgãos do Governo do Estado seguem atuando para realizar o levantamento completo dos estragos. 

Alertas para a população

Os alertas são importantes para que as pessoas tenham antecedência nas informações. Todas as pessoas podem realizar o cadastro para receber os avisos da Defesa Civil Estadual. Para isso, basta mandar uma mensagem para o número 40199 contendo apenas o código de endereçamento postal (CEP) do local que deseja ser monitorado. "Sempre que tiver um alerta, a DCSC vai enviar informações e orientações para cada tipo de desastre", finalizou João Batista.

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