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Pesquisa quer saber como está a sua saúde mental

O isolamento, adoecimento, contágio, dificuldades financeiras e estigma são alguns dos problemas que podem ser enfrentados nesse período conturbado de pandemia do Coronavírus. Frente a esta situação, é realizado em nível nacional o estudo COVIDPSIQ. A iniciativa tem como objetivo monitorar a evolução de sintomas de estresse, ansiedade e depressão durante a pandemia. Com isso, busca-se levantar dados que poderão servir como referência para o planejamento e execução de futuras intervenções de serviços de saúde mental.

"Estamos passando por um período de extrema complexidade, no qual diversos fatores são preocupantes para nós da área da saúde. Foi com isso que começou nossa pesquisa, a ideia surgiu quando percebemos que as medidas de distanciamento social, medo da contaminação, perda de recursos financeiros, assim como outros eventos estressantes, estavam deixando as pessoas mais ansiosas o que poderia agravar ou precipitar outros problemas psíquicos como a depressão e o TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático). Então decidimos que não poderíamos deixar de levar isso em conta e criamos a pesquisa com o objetivo de levantar dados concretos para uma futura ação dos serviços de saúde mental", afirma o morador de São Miguel do Oeste e estudante de Medicina da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), Vitor Daniel Picinin.

De acordo com o estudante, o grupo responsável pela pesquisa é formado pelo coordenador professor doutor Vitor Calegaro e outros 13 alunos do curso de Medicina da UFSM, além do apoio de pesquisadores de outras instituições, como o Centro Integrado de Atendimento às Vítimas de Acidentes do Hospital Universitário de Santa Maria, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Franciscana.

Segundo ele, toda pessoa que resida no Brasil, ou brasileiro morando no exterior, com 18 anos ou mais pode participar deste estudo. Conforme o estudante, a pesquisa é realizada totalmente de forma virtual, através de smartphones, tablets ou computadores, e a participação no estudo consiste em responder a questionários on-line, nos quais constarão diversas perguntas sobre sua situação mental frente à pandemia. A pesquisa é anônima, entretanto, um endereço de e-mail será solicitado para possibilitar o seguimento do estudo.

O acadêmico explica que a pesquisa será dividida em quatro etapas. A primeira fase do estudo é referente ao questionário disponível agora, depois serão feitos novas perguntas (após um mês, três meses e seis meses) apenas para as pessoas que participarem dessa primeira coleta de dados. "Assim será possível acompanhar a evolução de sintomas de estresse, ansiedade e depressão que podem surgir durante a pandemia", comenta. Picinin ressalta que o questionário inicial da pesquisa segue aberto somente até esta quarta-feira, dia 6 de maio.

O estudante de Medicina acrescenta que após a coleta das respostas iniciais, será utilizada uma plataforma de coleta de questionários chamada Survey Monkey, que oferece ferramentas de análise de dados. Um professor matemático e estatístico auxiliará nesse processo. Assim, dependendo do número de participantes, a ideia é disponibilizar as estatísticas ainda durante a coleta. Esses resultados poderão ser acessados através do site: https://www.covidpsiq.org/, e os artigos feitos a partir da pesquisa serão publicados posteriormente.

"Como aluno do quinto semestre, não estou em contato direto com pacientes com Covid, mas não posso deixar de notar o aumento na tensão e no estresse em trabalhadores da área da saúde que estão na linha de frente no atendimento ao Covid-19. Sabendo da alta taxa de transmissibilidade do vírus, esses profissionais convivem com um risco elevado de se contaminar, bem como de servir vetores, ou seja, contrair a doença e acabar contaminando outras pessoas como seus familiares, o que, facilmente se torna alto traumatizante. Nesse sentido, o questionário da nossa pesquisa conta com algumas perguntas específicas para os profissionais da saúde, com o objetivo de rastrear com maior efetividade as possíveis repercussões mentais e psicológicas nesse público, bem como levantar dados para uma possível intervenção", salienta.


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