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COVID-19

Quinze pacientes aguardam transferência para UTI

Foto: Divulgação / HRTGB

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira, dia 2, o diretor geral do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, Rodrigo Lopes afirma que mesmo com adequações e ampliações de leitos, há ainda 15 pacientes atualmente aguardam leitos em unidade de pronto socorro, 10 deles entubados.

Já foram 231 pacientes internados em leitos de UTI no Hospital Regional desde o início da pandemia, e destes 138 pacientes foram a óbito, sendo então a mortalidade de cerca de 60%. Neste ano, cinco pessoas já vieram a óbito aguardando transferência para vagas cadastradas pelo estado. A região do Grande Oeste é a regional que tem maior necessidade de vagas de UTI, com pacientes esperando por atendimento. 

Lopes informa ainda que 44% dos municípios que compõe o quadro de internação são do Extremo Oeste, demais são de outras regiões. Segundo ele, quase 50% das internações aconteceram somente neste ano, o que expõe uma realidade muito mais preocupante atualmente. Neste ano, por exemplo, já ocorreram 60 óbitos, sendo que o total do ano passado foi cerca de 80.

Desta forma, ele afirma que a unidade atingiu a capacidade máxima de atenção, ou seja, não há lugar para pacientes. Ele informa ainda que se algum paciente chegar, provavelmente ficará na ambulância. "Não temos mais como absorver pacientes, seja ele da patologia que for. Se hoje chegar um paciente enfartado ou de acidente de transito não temos mais onde colocar este paciente", revela.

Os insumos necessários é outro ponto crítico, pois mesmo que não haja falta de materiais, o diretor afirma que a unidade passa pelo controle diário e não tem previsão de até quando estará abastecido. "Aumentamos muito o consumo destes insumos", coloca.

O perfil dos pacientes também mudou. A infectologista que atua na unidade, Priscila Bratkowski, afirma que as novas variantes do vírus não foram confirmadas, entretanto, o cenário está diferente. "O que a quatro, seis meses atrás era uma UTI de pacientes idosos, hoje em dia a maior parte dos nossos pacientes tem menos de 75 anos, temos pacientes de 45 anos, atletas, que estão com comprometimento pulmonar extenso", revela. Estes pacientes também passam mais tempo nos leitos, o que também tem contribuído para que a situação se agrave, por influenciar na falta de vagas. 

O diretor Rodrigo informa também que a unidade hospitalar não tem capacidade física, estrutural, de pessoal e equipamentos para abertura de novos leitos. "Qualquer leito que a gente abra a mais, compromete o resto da estrutura do hospital", menciona.


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