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Cerveja, o mercado com sede de sucesso

Beba menos e melhor. Baviera Bierhaus investe no segmento cervejeiro e propõe novos hábitos de consumo

Folha do Oeste
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Foto: Cajac
Preço das importadas varia de R$10 a R$50 por garrafa de 500ml, em médiaSistema

Ver uma oportunidade de negócio aonde outras pessoas não a veem. Esta pode ser considerada uma das repostas mais fáceis quando a pergunta é sobre empreendedorismo.

Contudo, o ato de empreender ultrapassa os conceitos da iniciativa, da visão de futuro, da criatividade e da capacidade de inovação. É preciso saber gerir o negócio, estar preparado para enfrentar as dificuldades do mercado e saber a hora certa de correr riscos. E para isso, é necessário ter coragem.

Para os empreendedores do segmento de atacado alimentício e varejo de bebidas, Julimar Stolarski e Valdir Bido, os sentimen-tos de confiança e coragem ganham força ao ver que outras pessoas têm conseguido consolidar os negócios em diferentes ramos ou atividades, locais ou regiões.

Na opinião dos dois, para construir uma empresa de sucesso, é preciso ter um diferencial competitivo. “Há oito anos montamos um atacado no qual o mercado de atuação era muito competitivo. Queríamos sair desta “disputa” e oferecer algo realmente novo. Foi aí que surgiu a ideia de vender bebida gelada em horário estendido todos os dias”, revelam.

Segundo Stolarski, a ‘sacada’ veio de outra cidade. Ele conta que estava em Três Passos/RS quando ouviu falar de um local com tais características, onde aproveitou para conhecer. A visita, aliada à experiência com o atacado serviram de motivo para dar início ao projeto. “Por morarmos em cima do depósito, haviam pessoas que batiam na porta depois do horário comercial para comprar bebidas. Então algumas criaram este constume”, relembra.

PRIMEIRO PASSO

Com a ideia consolidada, o primeiro passo foi criar um nome de total identificação com o ramo do negócio. “Não queríamos cometer o mesmo equívoco ocorrido com o atacado e que era conhecido como o atacado dos piá”, exemplificam. “Decidimos por adotar um nome que tivesse ligação com a cerveja, um dos produtos que trabalharíamos massivamente como grande foco”, complementam.

De acordo com Bido, a percepção que tinham até esse ponto, era a de que “cerveja é tudo igual”. Encomendaram outras marcas, experimentaram. “Pô! Cerveja tem diferença! Ficamos impressionados com algumas marcas e vimos que era um nicho interessante para investir”, reforça.

EXPANSÃO

Conforme os empresários, dentro de qualquer negocio, a busca pelo aumento da lucratividade é acompanhada de perto pelas intenções de expandir a linha de produtos, serviços e pontos de venda. Eles comentam que antes de a empresa completar dois anos de fundação, inauguraram a segunda “loja”, em Itapiranga.

Segundo Stolarski, Itapiranga tem um consumo elevado de cerveja no quesito litro por habitante. “Numa estatística de consumo per capita, é uma das cidades que mais consome cerveja no país”, pontua. “Então resolvemos partir para lá. No início, a intenção era abrir uma filial. Mas aí apareceu a oportunidade de montar sociedade com uma pessoa de lá e deu certo. Evitamos assim, a concorrência”, brinca.

Com o sucesso obtido em Itapiranga, os empresários começaram a alimentar os planos de expandir para Blumenau. De acordo com eles, a filial desta cidade foi resultado de meses de planejamento. “É um projeto piloto, totalmente diferente do que há em São Miguel do Oeste e Itapiranga”, frisam. “Ao invés de uma câmara fria que gela a bebida para depois abastecer os freezers, temos um sistema único de resfriamento chamado walk in cooler. Trata-se de um enorme freezer com diversas portas transparentes, onde podemos caminhar por dentro e fazer a reposição das bebidas. Isso gera uma redução dos custos e otimiza o tempo”, explica Bido, que gerencia a filial blumenauense.

CERVEJA

Embora a variedade de bebidas ultra-passe os 200 rótulos, a cerveja é o foco da empresa – que já trabalha com cerca de 90 tipos. Na opinião deles, a cerveja tem de estar sempre gelada, pois é hábito do brasileiro consumi-la assim. Contudo, alertam que muitas marcas, principalmente as produzidas artesanalmente, requerem uma refrigeração menos rigorosa e que ainda precisa ser incutida na mentalidade dos consumidores.

Na opinião dos empresários, o mercado cervejeiro está cada vez mais voltado para a apreciação. “A produção e o consumo de cervejas artesanais tem crescido muito no Brasil. Em alguns casos, esse crescimento já passa dos 40% em um ano. Então o hábito de apreciar cerveja vem ao encontro da gastronomia e os dois segmentos evoluem juntos”, acreditam.

Outro ponto destacado por eles é a im-portação de cervejas. Na visão dos empresários, está mais fácil encontrar bebida importada, tanto em restaurantes, mercados e lojas especializadas. Na visão de Bido, isso é reflexo da situação econômica do país que proporciona condições e opções de consumo. “O consumidor de hoje está diferente de como era há dez anos. Está mais aberto a experimentar o novo. Ficou menos conservador. E isso estimula o mercado interno, quebra um pouco a hegemonia das grandes cervejarias e faz com que as pequenas ocupem novos espaços nas prateleiras e no paladar”, conclui.

TENDÊNCIA

De acordo com Bido e Stolarski, novas empresas deste segmento têm surgido na região com a proposta de oferecer cervejas diferentes, sejam nacionais, ou importadas. “Também já existem algumas microcervejarias, além dos próprios cervejeiros caseiros. Isso faz com que o hábito pela apreciação ganhe novos horizontes”, opinam. “Mas é preciso um árduo trabalho para mudar a cultura das pessoas, e este processo é lento. É necessária muita informação, muita experimentação”, arrematam. “E o nosso papel é este. Temos que preparar o consumidor para aceitar o diferente, que muitas vezes nem é novo. É apenas algo desconhecido”, finalizam.

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